A Campanha de Vacinação começou
- José Carlos Aquino de Campos Velho

- 4 de mai.
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"O que se opõe ao descuido e ao descaso é o cuidado. Cuidar é mais que um ato; é uma atitude. Portanto, abrange mais que um momento de atenção. Representa uma atitude de ocupação, preocupação, de responsabilização e de envolvimento afetivo com o outro."
Leonardo Boff
Esta semana, inicia-se novamente a temporada de vacinação contra o vírus da influenzae. A vacinação enfrentou dificuldades desde que foi inventada por Jenner, no século XVIII. Desde aquela época atribuíram -se às vacinas efeitos adversos que nunca foram provados. Trezentos anos depois, as vacinas continuam sendo questionadas, por parte expressiva da sociedade. A vacinação foi um os maiores ganhos que a humanidade obteve em termos de saúde pública. Doenças potencialmente fatais foram extintas, como por exemplo a varíola. E outras foram controladas de uma maneira barata eficiente. As novas gerações desconhecem a difteria, a caxumba, o sarampo, pois as estratégias de vacinação, tornando essas doenças raras. É importante que reconheçamos a vacinação, é com uma estratégia coletiva de controle das doenças. Na medida em que a pessoa se vacina, ela está protegendo o outro – é uma estratégia solidária. E, assim deve ser pensada. Seus efeitos adversos graves são muito raros. E os efeitos adversos mais comuns são dor discreta no local de aplicação da vacina e essas vezes é febricula.
Infodemia
Por ocasião da pandemia pelo Covid, a vacinação deixou de ser uma questão técnica e passou a ser um quesstão eminentemente política. A infodemia representada pelo excesso de informações trouxe junto a com ela a hesitação vacinal. E a vacinação contra a Covid se tornou extremamente polêmica. A pandemia passou. Quase não lembramos naqueles templos obscuros. Das mortes, das pessoas doentes, do isolamento. E o que acabou com a pandemia, senão a vacinação em massa contra o Covid? Podem haver interpretações diferentes. Mas a verdade é que o advento da vacinação contra a Covid se acompanhou da queda abrupta do número de casos e do silenciamento da Pandemia. Porém a hesitação vacinal contra a Covid persiste em toda as a sociedade. Existe uma enorme irracionalidade, nesse aspecto. O evento mais grave do vivido em tempos recentes, do ponto de vista de saúde, pela humanidade, foi a Pandemia. E este evento que se acompanhou de milhões de mortes no mundo inteiro, acaba sendo minimizado. E as pessoas não se vacinam. Mesmo profissionais de saúde se colocam contra a vacinação. O SUS disponibiliza a vacina gratuitamente para toda a população. É hora de fazemos um esforço coletivo no sentido de pensarmos na proteção do outro.
O perigo mora ao lado
Os Estados Unidos (EUA) vivem um momento delicado, pois o secretário de saúde americano, Robert Kennedy, é conhecido por suas posições radicais contra as vacinas. O CDC, Center for Diseases Control, organismo responsável pela organização das políticas vacinais nos EUA tiveram parte de seus técnicos trocados por representantes dos movimentos anti-vacinas. Existe o temor de recrudescência no surgimento de doenças que estão controladas pela queda do número de pessoas vacinadas. E isso pode significar mortes e sequelas por doenças evitáveis.
É momento de nos vacinarmos contra a Covid e contra a gripe e seguirmos as orientações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde. Só temos a ganhar com isso. A responsabilidade é de todos nós.

Artigo publicado na coluna Envelhecimento e Longevidade, no Diário de Santa Maria




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